sábado, 26 de setembro de 2020

Sobre estar "INSUPORTÁVEL"

 Há dias que venho notando o quão diferente eu estou, meu estado emocional tem me deixado estranha, tenho me sentido muito impotente no final do dia, com a sensação de que não conseguir, do jeito certo, fazer tudo que tinha para fazer.

A sensação que eu tenho é que dei atenção de mais a uma coisa e de menos a outra, de que mesmo eu tentando deixar a minha casa do jeito que EU quero e preciso eu ainda não conseguir, e eu só tenho 31 anos e não tenho conseguido terminar, por que será?

Minha filha, mesmo eu me virando nos 30 pra poder dedicar todo tempo que eu posso com ela, eu ainda acho que é pouco, ela merecia mais da minha atenção, isso sem contar que tem a comida, as roupas, os deveres de casa, as aulas online, a casa, banheiro, marido, ah, e o meu trabalho, e a gente faz isso da hora que acorda a hora que vai tentar dormir, isso mesmo, tentar, porque já tem um tempo que até mesmo na hora de dormir eu não consigo desligar.

E é ruim porque a gente se cobra tanto né?!?! E ainda escuta, quando você vai pedir SOCORRO que você está INSUPORTÁVEL. E ai foi quando uma amiga minha (RE)postou um texto e eu vou colocá-lo aqui. Me tradução bastante, e me deu um pouco de afago também, afinal de contas, a super-heroínas somos nós!

 

"Não há ser humano na face da terra que aguente o tranco de organizar a casa, fazer o almoço, janta, compras, cuidar do filho, pano na casa, lavar banheiro, colocar roupa na máquina, estender, guardar, ter o home office em dia, se virar nos 30, se revirar, sem que a saúde mental, física, emocional sejam comprometidas.
Geralmente chegamos ao final do dia com sensação de fracasso, de que deveríamos ter mais braços, ser de aço.
Chegamos ao final do dia em débito. Especialmente com nós mesmas.
Algo público e notório é que as mães sempre se deixarão por último.
Ao invés de se aproveitar dessa vulnerabilidade emocional das mães, observe. Não é à toa que vem tensão, sobrepeso, dores musculares, doença. Auto cuidado em declínio da nisso.
E a conta chega.
Nos tornamos insuportáveis.
Chorosas, estressadas, sem paciência, sobrecarregadas, doentes.
Tem dias que dói na alma sentir que somos impotentes, insuficientes, que não estamos dando conta de tudo.

Mal sabemos que nos cobramos o sobre-humano. Que na verdade, não é que não damos conta. É que não tem como dar conta.
Muitas de nós seguimos tentando o impossível.
A interminável sensação de ter o que fazer e estar devendo algo são insuportáveis. Nos sufoca. E o que muitos não sacam é que não é sobre “impotência”, é sobrecarga.
É o que alguns dizem por aí ter transformado mulheres lindas e maravilhosas em pessoas insuportáveis. Cobrando mais ao invés de ajudar e de perceber esse pedido de ajuda deslocado.
Exaustão, pessoal. Esse é o diagnóstico.

É a consequência de aceitar fardos. De fazer mais do que pode, consegue, suporta.

Esse é o mundo das mulheres insuportáveis. Um mundo sem rede de apoio. De não saber dizer “não”.
Exaustão pode virar depressão, estafa, doença física.
É preciso cuidado com as mulheres “insuportáveis”. Elas podem estar por “um fio”, implorando por um braço estendido disposto a ajudar.
Observem.
Ajudem.
Cooperem.
Enxerguem-as."

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Via: Julieta Franco (@recriar_julieta)

domingo, 20 de setembro de 2020

Será que Ele tem me dado forças?

Tenho feito tanta essa pergunta. Tenho estado em vários lugares ao mesmo tempo e as vezes sem nem ao mesmo sair de casa, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, e o que é mais fantástico, dando conta de todas elas.

As vezes observo as pessoas me perguntando: 

    "- Mas por que você está fazendo tudo isso? Você ta sendo paga pra isso? Isso nem era pra ser você fazendo? Depois você nem vai ser reconhecida por isso?"

Mas não é sobre dinheiro, não é sobre ser reconhecida, não é sobre obrigação. É sobre SERVIDÃO, uma coisa que a vida toda eu aprendi, e eu sou assim, sirvo com amor, dedicação e entrega. 

Estamos vivendo uma virada de tempo em que tivemos que nos adaptar de um dia pro outro, de um momento para o outro, algo que em um estalar de dedos precisamos ser outros e aprender a viver com tecnologias, que pra alguns, não era nem conhecida, e eu vi a necessidade de muita dessas pessoas precisarem de ajuda, e por que não ajudar? Por que não é minha obrigação? Por que eu não estou sendo paga pra isso? Por que é muito melhor deixar as pessoas se virarem a ajuda-lás nesse momento? Meio egoísta esse conceito de amor ao próximo pra mim. 

Vivenciar na prática atos que geram frutos é algo que pra alguns só estão na fala, EMPATIA então, essa palavra virou moda, mas seu significado foi algo que acredito que a maioria não aprendeu. 

Eu não sou perfeita, a perfeição está longe de mim, mas não por dinheiro, não por obrigação, não por ter que fazer, que tal POR AMOR. 

Vivo o que acredito, e acredito no que vivo, eu não quero que as pessoas vejam em mim DEUS no meu vestir, no meu andar, no que eu como ou deixo de comer, no que eu bebo ou deixo de beber, eu quero que elas vejam Deus em minha essência, no que eu sou por inteira, no que eu exalo, nas minhas atitudes para com as pessoas.

E mesmo sem entender algumas coisas, eu tento viver na dependência de Deus, que é algo desafiador, porque as vezes a gente quer as coisas do nosso jeito, as vezes acho que é mais difícil só pra mim, mas eu sei que Ele sabe o que é melhor pra mim, então eu preciso ser o que eu acredito que tenho que ser. E se eu estiver sendo errada, e seu estiver fazendo errado, vou aprender lá na frente, e renasço de novo. TIPO FENIX, LEMBRA? LINDA E RENOVADA. 


    -Ah, e sim, Ele está me ouvindo e cuidando de mim sim. E não tem me dado forças não, tem me dado muita sabedoria, obrigada Deus pela paz no meu coração! 



"Eu sei que é o melhor pra mim, mesmo sem entender!"

P A L A V R A S - vazias

    “Ah, que se o amor não é mais como antes meu bem Deve ser do mundo que gira ou de outa mulher A culpa?” “Maria Gadú” Não era a...